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Maníaco da Cruz surta, ameaça agentes com garfo e diz que dá Ibope na TV

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O caso aconteceu durante o banho de sol na quadra de esporte do pavilhão 2 do presídio, que fica no Complexo Penal, no Jardim Noroeste, da capital.

Por: Campo Grande News

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Dyonathan Celestrino o rapaz que ficou conhecido como Maníaco da Cruz ainda na adolescência após matar três pessoas em série em Rio Brilhante – cidade localizada a 163 km da Capital -, surtou e ameaçou os agentes penitenciários ontem (8) no Instituto Penal de Campo Grande. Ele chegou a dizer que “dá Ibope na TV” durante o surto.

O caso aconteceu durante o banho de sol na quadra de esporte do pavilhão 2 do presídio, que fica no Complexo Penal, no Jardim Noroeste. Um agente foi fazer o recolhimento de Dyonathan quando o interno aproveitou a movimentação de outros presos no local para fugir e se esconder no setor de salgados da cantina do Instituto Penal.

Segundo o registrado pelos agentes na Polícia Civil, Dyonathan se negou a voltar para a cela dele, desobedecendo diversas ordens. Ao ser ameaçado de ser levado à força, ele passou a xingar os agentes e a ameaçar todos que ali estavam com um garfo. “Quero ver quem vai me obrigar a entrar naquela cela”, disse Dyonathan.

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Posteriormente, o jovem conhecido como Maníaco do Cruz seguiu surtado, e tentou atingir os agentes o garfo, socos e chutes quando eles o imobilizaram, o levando para a cela. Lá, ele passou a gritar: “eu mando na cadeia, eu mando no juiz, na promotora, eu dou Ibope pra TV”.

Maníaco da Cruz – No registro policial, também é informado que Dyonathan fica isolado dos demais internos devido a periculosidade dele, além de que este não é a primeira vez que ele causa problemas como esses no Instituto Penal. Em 2015, ele chegou a ferir um agente penitenciário.

Hoje, Dyonathan tem 24 anos. Em 2008, quando cometeu os crimes, tinha 16 anos. Ele foi apreendido e cumpriu a pena na Unei (Unidade Educacional de Internação) de Ponta Porã. Entretanto, apesar de ter passado dos 18 anos, seguiu no local pois sua liberdade era tida como perigosa para a sociedade.

Contrariado com a situação, ele fugiu dali e foi para o Paraguai. Alguns dias depois da fuga, ele foi encontrado e encaminhado para Campo Grande. Inicialmente, ele deveria ir para uma unidade penal psiquiátrica, porém, como não existe tal unidade em Mato Grosso do Sul, ele foi internado na Santa Casa.

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Contudo, logo ele foi transferido para o Complexo Penal por motivos de segurança, ficando no Instituto Penal sob observação especial, devido a sua condição psicológica. Na época da fuga, em 2013, o Governo do Estado alegou que buscava vaga para ele em outros Estado, porém, não conseguia.

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