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Dona de creche presa por tortura é isolada em presídio de Rio Brilhante

Caroline Reis Rech, de 30 anos – presa por torturar as crianças em uma creche de Naviraí – foi transferida para Estabelecimento Penal Feminino de Rio Brilhante nesta quinta-feira (13). Conforme apurado pela reportagem, ela está em uma cela sozinha e ficará isolada das outras internas.

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Caroline Reis Rech, de 30 anos – presa por torturar as crianças em uma creche de Naviraí – foi transferida para Estabelecimento Penal Feminino de Rio Brilhante nesta quinta-feira (13). Conforme apurado pela reportagem, ela está em uma cela sozinha e ficará isolada das outras internas.
Presa deste segunda-feira (10), Caroline é a proprietária da escolinha que funcionava de forma clandestina na cidade. Em depoimento, ela contou que começou a trabalhar como babá e foi ampliando sua própria casa para receber os aluninhos.
Fotos divulgadas pelo G1MS mostram a estrutura da creche, visivelmente improvisada. Colchões no chão de uma “grande sala” indicam o “cantinho de dormir” das crianças. Mesas de plástico para criança ao lado de uma mesa de jantar são a refeitório, que fica a poucos passos do que deveria ser o quarto.
A cozinha improvisada fica integrada a sala, que tem sofás e uma televisão na parede. Por todos os cômodos, ventiladores fazem a climatização da creche.
Eram nesse local que, segundo a polícia, Caroline agredia, humilhava e dopava as crianças. Cerca de 40 crianças ficavam na escolinha, mas no dia que a polícia entrou no prédio, haviam três bebês de 11 meses, um ano e um ano e nove meses, além de duas crianças de sete anos.
Defesa
Em nota a creche cantinho da Tia Carol informou que trabalha há quatro anos no cuidado de crianças e negou os fatos narrados. “Neste período não agrediu, não ameaçou, não constrangeu ou não praticou qualquer ato que possa caracterizar tortura contra crianças sob seus cuidados”.
Também negou que tenha dado remédio aos menores sem consentimento dos pais ou responsáveis, sendo que medicações ministradas eram enviadas em bolsinha separada com autorização do uso via mensagem de telefone.
Por fim a nota pede que a população de Naviraí não julgue com base no que vem sendo veiculado através das redes socais. “Confiamos na Justiça, e com a tramitação do processo, poderá se defender das acusações”.
Entenda o caso
Após receber denúncias dos crimes que aconteciam na creche, a DAM (Delegacia de Atendimento à Mulher) de Naviraí recorreu a justiça para conseguir autorização para instalar monitoramento de áudio e vídeo no local. Com isso, flagraram as agressões a uma bebê de apenas 11 meses.
Conforme o registro policial, a mulher jogou a criança por duas vezes no colchão de onde saiu e desferiu tapas, além de dizer que a menina era “sem graça” e que daria “trabalho quando começasse a andar”. De acordo com a investigação, as agressões ocorreram justamente porque a garotinha acordou e tentou sair do lugar, provocando raiva nas cuidadoras.
Ainda pela câmera, os policiais viram uma funcionária da creche, Mariana de Araújo, 26 anos, dopar a bebê com medicação que tem como efeito colateral a sonolência, como está escrito no registro da Polícia Civil. Ela também foi presa no dia, mas pagou fiança e foi liberada.
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