Vai a júri popular nesta segunda-feira (26) no tribunal do júri no fórum de Rio Brilhante, motorista de caminhão, Wesley Mateus da Silva Silvério, que em 18 de julho de 2022 por volta de 12h, atropelou e matou o garoto Luiz Vital Paruche Viana de 5 anos que estava em terreno embaixo de uma árvore em frente sua sua casa em companhia do seu irmão de 10 anos na rua Plínio Fagundes, bairro Nova Rio Brilhante.
A mãe da criança, ao ser avisada do atropelamento, chegou ao local e encontrou o filho ainda no solo, ela então abraçou o filho e não mais o soltou, inclusive seguiu desta forma dentro da viatura dos bombeiros até o hospital local onde foi constatado o óbito. A outra criança que estava com a vitima não foi atingia pelo caminhão.
O motorista, que dirigia um caminhão Mercedes Benz de cor amarelo, após o atropelamento abandonou o veículo de carga e fugiu, mas acabou preso minutos depois. O teste do bafômetro apontou que ele havia ingerido bebida alcoólica sendo contatado 0.91 mgl de álcool no organismo do homem, três vezes mais que o permitido. Ele acabou preso e autuado em flagrante pela prática de homicídio doloso e tentativa de homicídio contra a outra criança que por pouco não foi atingido.
“No momento do acidente ele estava indo comprar mais bebida alcoólica. Testemunhas viram o motorista saindo de uma conveniência com um engradado de cerveja momentos antes de atropelar a criança, sendo que ele já estava bêbado”, disse o delegado do caso na época, Alexandre Neves.
O Ministério Público, terá como assistente de acusação o advogado Neomir Felipetto contratado pela família da criança. Wesley aguarda o julgamento preso.
Valmir Viana, pai de Luiz falou com a nossa reportagem sobre o juri desta segunda-feira (26). “Esperamos que seja uma pena alta, nosso filho tinha só cinco anos, não tinha feito mal a ninguém e não teve nenhuma chance de se defender” disse Valmir.
O caso ganhou grande repercussão em Rio Brilhante e chocou a população. Foram centenas de manifestações de pesar e solidariedade com a família da criança.
“Quando uma mãe perde um filho, todas as demais choram juntas”. “Força a vocês nesse momento de dor e sofrimento, Deus esteja com vocês” foram alguns comentários da época.
O corpo foi velado e sepultado em Piraporã, distrito de Itaporã.


























