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Puccinelli diz não saber de nada e PF prende empresário e ex-deputado em Operação

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O ex-governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB), disse não saber o motivo da visita de policiais federais em seu apartamento na manhã desta terça-feira (10), quando deflagrada a segunda fase da Operação Lama Asfáltica.

Puccinelli chegou acompanhado de seu advogado na sede da Polícia Federal no Estado e repetiu que não sabia de nada.

Já o ex-secretário de obras e deputado federal Edson Giroto e o empresário João Krampe Amorim acabaram presos pela PF, segundo a imprensa da Capital. Junto deles foram levados à sede da instituição Rachel Giroto e Elza Cristina, mulher e sócia de ambos, respectivamente.

OPERAÇÃO

A Polícia Federal, Controladoria Geral da União e Receita Federal deram início na manhã desta terça-feira, dia 10 de maio, as diligências da 2ª fase da Operação Lama Asfáltica – Fazendas de Lama, em referência a procedimentos utilizados pelos investigados na aquisição de propriedades rurais com recursos públicos desviados de contratos de obras públicas, fraudes em licitações e recebimento de propinas, resultando também em crimes de lavagem de dinheiro.

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Com um efetivo de 201 policiais federais, 28 da Controladoria Geral da União e 44 da Receita Federal estão sendo cumpridos 28 mandados de busca e apreensão e 15 mandados de prisão temporária, bem como 24 mandados de sequestro de bens de investigados.

As medidas estão sendo cumpridas nos municípios de Campo Grande/MS, Rio Negro/MS, Curitiba/PR, Maringá/PR, Presidente Prudente/SP e Tanabi/SP.

Durante a primeira fase da Operação, cujas investigações iniciaram-se em 2013, foi constatada a existência de um grupo que, por meio de empresas em nome próprio e de terceiros, superfaturaram obras contratadas com a administração pública, mediante a prática de corrupção de servidores públicos e fraudes a licitações, ocasionando desvios de recursos públicos.

Nesta fase, após a análise dos materiais apreendidos na primeira Operação Lama Asfáltica, novas fiscalizações realizadas pela CGU e Relatórios da Receita Federal, verificou-se fortes indícios da prática dos crimes de lavagem de dinheiro, inclusive decorrentes de desvio de recursos públicos federais e provenientes de corrupção passiva, com a utilização de mecanismos para ocultação de tais valores, como aquisição de bens em nome de terceiros e saques em espécie.

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A organização criminosa especializada em desviar recursos públicos, inclusive federais, atua no ramo de pavimentação de rodovias, construções e prestação de serviços nas áreas de informática e gráfica. Os contratos sob investigação envolvem mais de R$ 2 bilhões.

Os presos serão encaminhados para a Superintendência da PF em Campo Grande, bem como os materiais objetos das buscas e apreensões.

Por / Dourados News

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