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RIO BRILHANTE: Polícia identifica vítima de homicídio e apresenta suspeitos do crime no Araras

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Por: Olimar Gamarra

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Keoma e Alessandro apresentados nesta segunda-feira na delegacia (Fotos: Olimar Gamarra)

A Polícia  Civil apresentou na tarde desta segunda-feira(28), dois suspeitos do homicídio ocorrido no sábado (26), porém o corpo descoberto somente no domingo (27) por volta das 17h, além de identificar a vítima que até então era desconhecida. A elucidação do caso ocorre menos de 24h após comunicação dos fatos.

Keoma de Souza Pereira (23) e Alessandro Henrique Barreto de Sousa (20) moradores em Rio Brilhante, foram presos durante trabalho conjunto entre policiais civis do SIG (Setor de Investigações Gerais) coordenados pelo delegado Alexandre Neves e policiais militares, que logo após o achado do corpo passaram a diligenciar para esclarecer o crime. Os dois confessaram o assassinato e deram detalhes.

A vítima foi identificado como Claudomiro Gerônimo da Silva (44) natural de Lins, SP e que segundo a Polícia estava vivendo a pouco tempo em Rio Brilhante e na maior parte do tempo permanecia na praça central da cidade ingerindo bebida alcoólica junto com outras pessoas em situação de rua, inclusive Keoma.

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Claudomiro tinha 44 anos

De acordo com Alexandre Neves, no sábado (26) a tarde, Claudomiro, Keoma, Alessandro e outras pessoas foram até a região conhecida como “ponte do córrego Araras” para fazerem uso de bebida e assar carne. Em determinado momento houve uma discussão entre Keoma e a vítima. De posse de um pedaço de pau, Keoma golpeou de maneira violenta a cabeça de Claudomiro que caiu em seguida com ajuda de Alessandro ele foi arrastado em cima de um tapete de crochê até a mata a beira do córrego. Ao perceber que a vítima ainda estava viva, os suspeitos pegaram uma TV que já estava no local e colocaram o aparelho em cima do rosto de Claudomiro que teve a garganta cortada com os pedaços de vidros da tela vindo a morrer em seguida. Um dos suspeitos presos teria dito para o comparsa: ”agora que começou tem que terminar”. Ainda na noite deste domingo os suspeitos já haviam sido identificados pelos policiais.

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As outras pessoas que estavam no local, teriam ido embora assim que as agressões começaram.

Os dois suspeitos abandoaram o corpo e fugiram até serem localizados pela Polícia. Eles responderão por homicídio qualificado pelo motivo fútil, podendo responder ainda por ocultação de cadáver. Keoma também é vai responder por uma tentativa de homicídio ocorrida no sábado (26) por volta das 18h na praça central, onde a vítima foi atingida com um golpe de faca de serra e ficou com a lamina dentro do abdômen. A principio o caso foi registrado como lesão corporal, mas de acordo com Alexandre Neves já é tratado como tentativa de homicídio. A vítima, um artesão de 52 anos morador em Tacuru esta internado em um hospital de Dourados, mas fora de perigo. O motivo seria uma briga entre Keoma e o artesão

Keoma já tem passagens pela Polícia, Alessandro até então não.

Segundo o delegado e investigadores do SIG, ambos os presos chegaram a parabenizar o trabalho policial por ter chegado neles tão rápido. Demostrando que após o crime estavam tranquilos, pois não contavam com a rápida ação de investigação.

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Tapete de crochê, TV quebrada e pedaço de pau usados pelos suspeitos

O corpo da vítima permanece no IML de Dourados. Agora a Polícia busca pela localização de familiares para sepultamento.

Uma mulher que se banhava no córrego na tarde deste domingo(27) foi quem localizou o corpo ao entrar na mata para urinar. Ela acionou a PM via 190 que esteve no local, bem como a Polícia Civil e a perícia técnica de Dourados.

MS É DESTAQUE NACIONAL EM ESCLARECIMENTOS DE HOMICÍDIOS

Recentemente a revista Veja destacou que Mato Grosso do Sul é o estado do Brasil que mais esclarece homicídios do país, com uma taxa de 55,2% de elucidações, seguido de São Paulo, 38,6 % e Rio de Janeiro que chega a apenas 11,6 %. Somente no passado a elucidação de homicídios no Estado chegou a 63%. A reportagem diz ainda que a parte mais visível e impactante do sistema de violência é a polícia, através da estrutura maior que vigia as ruas com seus agentes uniformizados e da investigação criminal realizada pela Polícia Civil, sendo que a representação de autoridade do Estado que o policial carrega tem enorme impacto na ordem pública, muito além da mera ação de caráter criminal

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Local onde corpo foi encontrado
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