Por: Olimar Gamarra

Neste sábado (20), nos recordamos de exatos três anos do falecimento de um homem trabalhador, bom filho, esposo, pai, amigo e companheiro.
Com um amor incondicional pela família Adelar Peretti nos deixou aos 47 anos, em um início de noite de terça-feira de 20 de maio de 2014. Vítima de um trágico acidente de moto na rua Benjamin Constant saída para Campo Grande.
Sua partida tão precoce deixou neste plano, saudades e lembranças de um homem que sempre prezou pela honestidade, amor aos pais, esposa, filhos e irmãs que tanto o alegravam e estes tinham em sua presença um misto de confiabilidade, segurança e principalmente o carinho de um tio, cunhado, filho, pai, esposo e amigo para todas as horas.
A paixão de Adelar ou ‘’Catarina’’, pelo volante, lhe tornaram uma pessoa corajosa e sempre disposta a ajudar quem precisava. Nas estradas se realizava como profissional exemplar. Tendo sempre a confiança de quem o confiava a direção de um caminhão.
Raras às vezes foram em que vimos Adelar com lagrimas nos olhos ou com o semblante de ódio, sempre se reservava a estar feliz, muitas vezes pelo simples fato de estar vivo e ao lado de quem mais gostava.
Um dia que terminou como tantos outros nos reservava, uma noite tão inesperada e traiçoeira. A partir daquele momento passamos a compartilhar uma dor com tantas famílias que todos os dias se fazem a mesma pergunta. ‘’Porque não somos capazes de traçar o nosso destino e de quem amamos?’’
Deparamo-nos com uma só resposta: Deus não nos permitiu essa sabedoria, pois ele é quem sabe todas as coisas.
Não nos foi possível o ultimo abraço, o ultimo beijo, o ultimo até logo. A vida escapa de nossas mãos como a água que corre entre os dedos.
Como diz uma canção: Um dia amigo a gente volta a se encontrar. Até la buscamos todos os dias forças para seguir a labuta de viver um dia de cada vez.
Três anos que passaram tão de pressa? Talvez sim, porem com a certeza que com sua morte muitos ensinamentos nos deixou. Um deles de ser amigo de verdade sem meias palavras, sem rodeios, sem deixar para amanhã o que podemos realizar hoje.
Adelar, que viajou por tantas estradas, pavimentada ou não, passou por tantas pistas escorregadias, superou tantos obstáculos, nos deixou em um lugar tão próximo, pilotando uma motocicleta. Mas a vida nos reserva surpresas que jamais saberemos entender, ou talvez quando for o momento de nos recolhermos possamos compreender tantas coisas que no momento são incompreensíveis.
Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá;
E todo aquele que vive, e crê em mim, nunca morrerá.
O que temos para hoje é saudade. Sim. Mas também a certeza que enquanto viveu neste mundo, amou e foi amado, respeitou e foi respeitado,ensinou e compreendeu, deu exemplos e obedeceu quando necessário, plantou sonhos e colheu frutos que hoje crescem para a vida.
Adelar Peretti, tua historia jamais será esquecida. Pois esta escrita em uma pagina especial em um livro que lemos todos os dias.

























